NO DESERTO TAMBÉM HÁ MULTIPLICAÇÃO

NO DESERTO TAMBÉM HÁ MULTIPLICAÇÃO

fevereiro 14th, 2019
Simone Machado

“E Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, apartado; e, sabendo-o o povo, seguiu-o a pé desde as cidades. E, Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos. E, sendo chegada a tarde, os seus discípulos aproximaram-se dele, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já avançada; despede a multidão, para que vão pelas aldeias, e comprem comida para si. Jesus, porém, lhes disse: Não é mister que vão; dai-lhes vós de comer. Então eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes. E ele disse: Trazei-mos aqui. E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a erva, tomou os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão.
E comeram todos, e saciaram-se; e levantaram dos pedaços, que sobejaram, doze alcofas cheias. E os que comeram foram quase cinco mil homens, além das mulheres e crianças.”
Mateus 14,13-21

INTRODUÇÃO
Deserto não é lugar de destruição ou punição de Deus para com seus filhos que são rebeldes, mais um lugar da prova de seu cuidado e amor. Pois no deserto é aonde somos provados e aprendemos a depender de Deus, desfrutar de seu cuidado, ser purificado do mundo, aprender que o Deus da benção é mais importante do que as suas próprias benção, é aonde aprendemos a adora-lo pelo que é, e em consequência; sua provisão será inevitável, devemos ver o milagre da multiplicação como provisão de seu cuidado e zelo assim como nos é demonstrado na multiplicação dos pães e peixes através dos ensinamentos do Mestre Jesus.
Convido você a pensar e aprender com a lição da multiplicação, entendendo que não se trata de apenas alimentar o corpo físico, mais pensar na necessidade do outro e nutrir a alma com o alimento da vida que é o pão que desceu do céu.

1. MUTIPLICAÇÃO NO DESERTO
Uma grande multidão está seguindo a Jesus pois sua fama espalhava-se cada vez mais (Lc 5.15). Ele teve compaixão da multidão e curou os enfermos v 14. Não somente curou os enfermos mais não permitiu que os discípulos dispensassem a multidão (como eles queriam, v.15), mas usou da necessidade uma oportunidade para ensinar a multidão e os discípulos.
a) Um ato de compaixão. Jesus demonstra sua compaixão com a necessidade da multidão, não queria que a multidão o visse como um aventureiro, mas de forma integral. Vale refletir sobre o povo que foi tirado do Egito e peregrinou pelo deserto; o maná, as codornizes, a água amarga que tornasse doce, é a prova do cuidado e compaixão de Deus em meio ao deserto. Devemos intender que a multiplicação não foi a essência e sim o meio pela qual Cristo aproximou-se da multidão par lhes dar a ele mesmo como o alimento para alma, como sacrifício vivo. E aquele que come deste pão tem vida eterna (João 6.33,41,48,54,55,56).
b) Ensino aos discípulos. No v.16 fica bem claro o ensinamento de Jesus aos discípulos. Eles são ensinados a fazerem da necessidade uma oportunidade para pregar o evangelho, aprender a arte de repartir, de servir, e confiar em Deus pois ele que realiza a multiplicação para sua Glória. Pois, foi por esse motivo que foram chamados de “discípulos”. O próprio Jesus diz que veio para servir e não ser servido MT 20.28. Em meio ao deserto desfrutamos das provisões de Deus, da sua compaixão, e aprendemos a repartir. Não há sentido neste evangelho que tem sido pregador em muitas “igrejas” um evangelho individualista, egocêntrico, que visa o lucro e não o outro. Jesus disse aos discípulos v 16b: …dai-lhes de comer. Quantas pessoas necessitam do pão de cada dia, e outras tem mais do que era necessário para o dia. A desigualdade social é uma denúncia do falso evangelho que está sendo pregado. O falso evangelho diz: “Tinha um carro, agora tenho dois” multiplica-se para si. O evangelho de Cristo ensina a compartilhar.
c) Multiplica-se para repartir. Gasta-se mais em satisfazer os desejos pessoais, do que acudir ao necessitado. “Muitos homens ficam de mão vazias, porque não conhecem a arte de repartir” (Spurgeon)

2. O SINAL DA MULTIPLICAÇÃO
Quando lemos o mesmo relato da primeira multiplicação no evangelho de João, ele é mais minucioso nos detalhes do milagre. Se observamos os versos 2 e 14, João é bem enfático em nos dizer que; a multidão está seguindo a Jesus porque viram os sinais que ele operava.
Depois do sinal da multiplicação v.14, eles queriam proclama-lo Rei. Então Jesus retirou-se ao monte para ficar sozinho, pois sabia que a multidão queira um rei para seus próprios interesses, entendendo que ele era o rei anunciado pelos profetas, que tiraria o poder de Roma e traria de volta a Israel, eles estavam prontos para ungi-lo como rei, coroa-lo, proclama-lo líder para livra-los do poderio a qual estão submetidos, mas Jesus não veio ao mundo com este propósito, pois a sua missão é salvar os homens da escravidão do pecado, oferecendo-os o pão da vida.
a) Aponta para Cristo. Os sinais apontam para Cristo, mas a multidão não está interessada no que o sinal está dizendo, mas nos seus interesses pessoais, pois viram em Jesus uma oportunidade momentânea e não uma esperança eterna João 6.26. A multiplicação no deserto não está apontando para o homem, mais para Cristo, ele é a fonte. Vemos uma geração muito parecida hoje, que veem Jesus como Garçom e o Evangelho como um produto para nossas necessidades. No deserto de nossas vidas não tenho duvida que o Senhor pode fazer infinitamente mais que pedimos e pensamos, mais não é para nossa gloria, mais para gloria de Deus. Se a partir de hoje o Senhor não responder nenhuma de nossas orações, mesmo assim precisamos continuar agradecendo pelo o que ele fez na Cruz.
b) Uma Necessidade Espiritual. Em João 6.48-51, Jesus ensina através da multiplicação que Deus realizou milagres quando o povo que foram resgatados do Egito estavam peregrinando no deserto, mais que aquele maná era perecível a sim como a que o próprio Jesus realizou, pois todos morreram. O que Jesus está dizendo é que eles deveriam buscar o pão que permanece e não o perecível. A multidão estava preocupada demais com seus estômagos em vez de preocuparem com as suas almas. Será que não estamos mais interessados na bênção de Deus em vez de estarmos buscando o Deus da bênção? Jesus diz: “Eu sou o pão da vida”, ele é o único alimento para nossas almas que pode nos satisfazer, podemos até desfrutar da multiplicação, mais mesmo assim morreremos, mas se comermos do pão da vida, termos vida para sempre.

CONCLUSÃO
A multiplicação do deserto foi uns dos sinais que Jesus realizou. O Senhor Jesus não despede a multidão sem que todos alimentassem, pois estavam exaustos e Jesus teve compaixão dos seus seguidores, e fez proveito da necessidade para ensina-los do real proposito a que veio ao mundo; trazer vida aonde havia morte, se doando como pão para a vida eterna, e assim ensinando os discípulos a fazerem o mesmo, levando pão aos famintos de forma integral. Assim devemos continuar a proclamar as boas novas, levando o pão da vida aos que tem fome, pois em meio ao deserto veremos Deus multiplicar para sua Glória.

Pr. Dennis Augusto

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