A PREGUIÇA É INIMIGA DA MULTIPLICAÇÃO

A PREGUIÇA É INIMIGA DA MULTIPLICAÇÃO

outubro 17th, 2019
Simone Machado

“O que tendo eu visto, o considerei; e, vendo-o, recebi instrução. Um pouco de sono, adormecendo um pouco, encruzando as mãos outro pouco, para estar deitado, assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.”
Provérbios 24.32-34

INTRODUÇÃO
Provérbios não são promessas, mas sim princípios. Não são garantias de Deus, no entanto, são princípios a serem seguidos. Infelizmente, algumas pessoas não entendem isso. Como resultado, ficam com raiva, amargos. Por quererem tomar posse das promessas de Deus sem seguir seus princípios. De fato a multiplicação como prosperidade é uma promessa de Deus (Gn 28.3)…Mas…não podemos desvinculá-la do princípio do trabalho: “No suor do teu rosto comerás o teu pão… (Gn 3.19). Esse princípio encontrará uma terrível adversária chamada “preguiça”, que sempre procurará uma brecha em nossa reserva de energia, a fim de esvaziá-la totalmente, para que através de seu forte aliado o “sono”, nos conduza à negligência, e assim nos finalize derrotando-nos com a pobreza. (Pv 24.34).

1. IDENTIFICANDO O PREGUIÇOSO
O preguiçoso é notável por seu comportamento: “Um industrioso vendedor viajava velozmente em seu carro para certo destino. Mas ele fez uma curva errada e terminou em uma estrada que não lhe era familiar. Em breve estava inteiramente perdido. Viu um homem deitado debaixo de uma árvore, pelo que parou, dirigiu-se a ele e pediu orientação. O homem não se moveu de sua posição deitada, mas levantou uma das pernas e, com o artelho grande do pé, apontou para o lado certo. O industrioso vendedor disse a ele: “Se você me puder mostrar um ato mais preguiçoso do que esse, eu lhe darei cinco dólares”. O preguiçoso replicou: “Basta que você me role de barriga para baixo e ponha os cinco dólares no bolso de trás””. O preguiçoso é firme em seu compromisso com a preguiça (Pv 26.14).
a) Observando a negligência do preguiçoso. O v. 30 mostra-nos em sua primeira linha, o sábio caminhando pelos campos de um agricultor preguiçoso; em sua segunda linha, o sábio caminha pelo vinhedo de um preguiçoso que não tem bom senso. Esses dois homens preguiçosos não têm inclinação para o trabalho, e seu local de trabalho vive em um caos total. O sábio sabe que o caos que se vê no campo e no vinhedo é equivalente ao caos na mente do agricultor e do vinhateiro. A preguiça tem na negligência sua aliada fiel (Ec 10.18).
b) O que falta ao preguiçoso. Ao preguiçoso falta bom juízo “O preguiçoso esconde a sua mão no prato, e nem ao menos quer levá-la de novo à boca (Pv 19.24). Observe que a preguiça é fortemente censurada pelos sábios hebreus “Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio (Pv 6.6).” Entende-se que ele não tem consciência prática da lei de Deus, ou, ignora suas declarações, que incentivam o entusiasmo e as ações corretas concernentes ao trabalho. O preguiçoso, porém, é, tão preguiçoso que lhe falta o ânimo até para meditar na lei do Senhor (Sl 1.2)pois ele dorme de noite e descansa de dia. A lei do preguiçoso é o próprio lazer (Pv 26.16). Ele sempre espera ou escora nos outros (Pv 12.27).
c) Consequências comuns ao preguiçoso. Espinhos e ervas daninhas assustavam por toda a parte, em vez de boas colheitas; Espinhos chegavam a cobrir o solo, que nem se quer foi arado; As cercas que assinalavam os limites dos terrenos por serem formadas de pedras soltas e empilhadas, sem cimento, se não fossem arrumadas de vez em quando, acabavam tombando no chão. E estas estavam derrubadas, e isso vinha acontecendo fazia muito tempo. Confirmando as consequências de uma vida preguiçosa. ” A preguiça avança tão devagar que a pobreza não demora a alcançá-la” (Benjamim Franklin). O preguiçoso sempre terá uma boa desculpa para não trabalhar (Pv 22.13).

2. OS PREJUÍZOS DE UMA VIDA PREGUIÇOSA
Quando a preguiça toma posse de uma pessoa, um dos primeiros sintomas é a perda do zelo. A pessoa se torna descuidada até consigo mesma. Não liga para as coisas mais simples, como por exemplo: O cuidado com a aparência, tornando-se desmazelada; O senso de disciplina; A higiene pessoal; responsabilidade com os compromissos. Todos esses são sintomas de falta de respeito próprio, provocados por esse mal. Este descuido pode levar a pessoa ao extremo de tornar-se dependente de outras pessoas, às quais procurará sempre para pedir-lhes apoio, ou, até mesmo, se encostar (Pv 6.9).
a) Má vontade. É uma força negativa muito grande contra seu próprio hospedeiro, que vem acometendo grande número de pessoas. Infelizmente, o indivíduo negligente, com preguiça de resolver um problema, passa-o para outro. Deixando assim de realizar grandes coisas por causa de sua má vontade para com o seu próprio bem estar. Pois o indolente sempre criará justificativas para não fazer o que deve ser feito (Pv 31.27).
b) Dificuldades de adaptação. Uma vida tomada pela preguiça não se esforça para adaptar-se às circunstâncias da vida, como se fosse inapta. Isto é, também, um sintoma de preguiça. Pessoas com sintomas desse mal tem dificuldades de se adaptar às mais diversas situações, como por exemplo a um grupo social ou a um novo emprego, não pelos desafios que encontra, mas, sim, pelo desânimo de aprender o processo. É um defeito decorrente da própria falta de vontade ou à indolência. É normal vermos nessas pessoas uma resistência muito grande de adaptação às outras pessoas e também às circunstâncias do seu cotidiano. Alegando incapacidade para realizar determinado trabalho. Demonstrando uma forma camuflada de preguiça. O que leva tais pessoas a pensarem que são incapazes de realizar o trabalho que lhes são solicitados? Se as tais aceitassem ou esforçassem em si mesmas uma vontade mais positiva, não se sentiriam incapazes. É apenas um problema que pode ser resolvido adotando-se uma atitude positiva contra a negligência (Pv 10.26).
c) Mente preguiçosa. “O ócio é apenas o refúgio das mentes fracas e o feriado dos insensatos” (Lord Chesterfield). Com o passar do tempo o preguiçoso perde a sua vontade pensar e de agir, tomado pela má vontade de colocar a mente para pensar começa a pegar tudo pronto, ou seja pensar só pela cabeça dos outros e nunca pela sua. Perde a noção e a disposição mental de cooperar com o seu semelhante, tornando-se um indolente crônico, tornando-se um fracassado com um quadro de difícil recuperação. Nem sempre a falta de capacidade que muitas pessoas alegam ter, é inaptidão, mas, na verdade, é fruto de preguiça. A preguiça concorre para muitos males, entre eles a anormalidade mental que surge como se fosse uma força que se opõe à vontade. Em Pv 15.19 lemos: “ O caminho do preguiçoso é como a sebe de espinhos”. A sebe impede o crescimento da planta, como a preguiça impede o crescimento mental do preguiçoso.

3. A VISÃO DE MULTIPLICAÇÃO NEUTRALIZA A PREGUIÇA
A preguiça costuma a alimentar-se também da nossa visão do problema. Valorizar as dificuldades torna mais difícil cumprirmos os nossos objetivos. Imaginar os benefícios que nos aguardam, ajuda-nos a vencer os obstáculos que, já surgem no projeto mental. O preguiçoso deseja, e coisa nenhuma alcança; mas o desejo do diligente será satisfeito (Pv. 13.4)”. Será satisfeito porque é bem planejado, tem objetivos, foco, boa vontade, dinamismo, diligência. O desejo de vencer, aliado a esses fatores é que promovem a satisfação do servo de Deus em ver o fruto de seu trabalho multiplicado com a segurança de quem o abençoou, o Deus de toda a sabedoria e inteligência.
a) Vencendo a preguiça calculando. Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele,(Lucas 14. 28,29). A derrota de muitos é precedida pela preguiça de calcular, pois, isso, requer tempo, raciocínio, mente ativa e ideia dinâmica. O que falta ao negligente. Com essas palavras Jesus trouxe um princípio que deve reger todos os projetos de um visionário multiplicador: “Vença a preguiça de calcular se quiser multiplicar”.
b) Vencendo a preguiça pesquisando. Não se investe o que tem na mão de qualquer um. Uma boa pesquisa, boas informações, bons contatos, são imprescindíveis no momento de confiar os bens em investimento seja a quem for. É nesta hora que surge a pergunta: Em quem ou em que investir? É neste momento que começa o fracasso do preguiçoso, pois lhe falta o ânimo de correr atrás do investimento seguro e bem sucedido. O que sobra ao visionário desbravador de novos horizontes, ele pesquisa, busca informações, interage com experts , compara, calcula, até ter plena convicção do que quer. O Jovem que tinha 5 pães e 2 peixinhos os investiu nas mãos de Jesus e o resultado foi extraordinário. O jovem era um distribuidor de pescados na região da Galiléia, e os passava aos empresários da pesca que o repassavam com lucros, só que dessa vez ele investiu em mãos diferentes, e pela primeira vez ele viu o segredo da verdadeira e maior multiplicação de sua vida. Deus toma tudo o que Lhe damos, multiplica-o e lhe dá dimensões completamente novas com as quais nunca teríamos sonhado. Devemos nos lembrar de que, o que somos e que possuímos, só existe por causa da graça e bondade de Deus para conosco. O moço levantou, andou, passou por vários empresários da pesca, e entregou seu pescado à pessoa certa. Jamais um preguiçoso alcançaria tal feito, pois ainda estaria deitado ou entregaria o que outro pescou ao primeiro que visse para encurtar o caminho e voltar mais cedo para cochilar. O moço diligente fez e ficou para a história.
c) Vencendo a preguiça multiplicando. Em Mateus 24.14-30 está registrado a parábola dos talentos. Conta-nos o texto que, um certo homem, dono de muitos bens, teve de ausentar- se de sua casa e dividiu seu dinheiro com três colaboradores que o serviam. Para um, deu cinco talentos; para o outro, dois talentos ; para o terceiro, um talento. O primeiro e o segundo trabalhando, valendo-se de suas habilidades, investiram os tais talentos e os multiplicaram. Cada um dobrou a quantia que lhe foi confiada. Porém, o que recebeu apenas um talento, com medo, não fez nada. Guardou e aguardou o retorno do patrão para devolver o que era dele. Observa-se na distribuição o conhecimento que o proprietário tinha da capacidade e competência de seus colaboradores, por isso a divisão foi desigual. Com o conhecimento, amadurecemos, mas a experiência só acontece com o trabalho e com a exposição do que se pretende para a conquista dos objetivos. O que é notável neste texto é a arte da multiplicação pelo trabalho, além da percepção dos talentos que foram aplicados, da estratégia individual de cada um dos empregados, medindo os resultados que os mesmos desejavam. O que enterrou o talento é o retrato do preguiçoso, enterra, cruza os braços, acomoda, cochila de dia pra dormir de noite, até ser reprovado totalmente e finalizado pela derrota total.

CONCLUSÃO
A preguiça foi e sempre será adversária da multiplicação, ela sempre tentará tirar as forças do trabalhador, a coragem do guerreiro, o ânimo do motivado, a destreza do ágil, a boa disposição da mente pensadora, a vontade de vencer do desbravador, a alegria do jubiloso. Mais graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, somos mais que vencedores sobre a preguiça, o Espírito Santo nos enche de poder e força, para triunfarmos sobre todo e qualquer sintoma de preguiça em nossa vida. “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”(Fp 4.13).

Pr. Júlio Cesar Soares

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