A IMPORTÂNCIA DE SE REUNIR COMO IGREJA

A IMPORTÂNCIA DE SE REUNIR COMO IGREJA

março 13th, 2017
Diversos

“Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação”. 1 Cr 14:26

INTRODUÇÃO

Devemos atentar para a verdade de que é importante que os crentes se reúnam como Igreja para falar com Deus e para que Ele se manifeste a eles, mas não podemos esquecer que há um modo estabelecido pelo próprio Deus quanto ao que se deve fazer como Igreja,
Quando a igreja se reúne ela presta o culto a Deus. O que é o culto cristão? O termo (culto) tanto no Antigo (’ābad) quanto em o Novo Testamento (latreuō), significa “servir”, “serviço”, referindo-se ao “serviço sagrado oferecido a uma divindade” (Êx 20.5; Mt 3.10).
• Definição etimológica. A palavra (culto) é originária do vocábulo latino “culto”, e significa adoração ou homenagem que se presta ao Supremo Ser. No grego, temos duas palavras para culto: “latréia”, significando adoração; e: “proskynēo”, reverenciar, prestar obediência, render homenagem.
• Definição teológica. O culto é o momento da adoração que tributamos a Deus e marca o encontro do Supremo Ser com os seus adoradores. Eis porque, durante o seu transcurso, cada membro da congregação deve sentir-se e agir como integrante dessa comunidade de adoração a Igreja de Cristo. O culto, do grego latréia e proskynēo, é o momento através do qual os filhos de Deus adoram a Deus em espírito e em verdade. Literalmente quer dizer: adorar e reverenciar a Deus.

1. OBJETIVOS DO CULTO CRISTÃO

a) Levar-nos a reconhecer a Deus como o nosso Criador e Mantenedor de tudo quanto existe. Atentemos à convocação do salmista: “Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os moradores da terra. Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos a ele com canto. Sabei que o Senhor é Deus; foi ele, e não nós, que nos fez povo seu e ovelhas do seu pasto” (Sl 100.1-3).

b) Instigar-nos a agradecer a Deus como o nosso Salvador através de Cristo. Assim reconhece o profeta a sua dependência do Redentor: “Eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação” (Hc 3.18).

c) Constranger-nos a nos humilhar diante de Deus como aquele que, sempre presto, nos perdoa as iniquidades. Deixa-nos o salmista este belo exemplo de ações de graças: “É ele que perdoa todas as tuas iniquidades” (Sl 103.3).

d) Estimular-nos a nos alegrarmos diante de Deus como Aquele que nos cura todas as enfermidades e que nos enche de benignidades. Vejamos como o salmista induz-nos a celebrar o Senhor: “Quem redime a tua vida da perdição e te coroa de benignidade e de misericórdia; quem enche a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a águia” (Sl 103.4,5).

2. OS COMPONENTES DO CULTO CRISTÃO

A liturgia da Igreja Primitiva, ao contrário do culto levítico, era simples e pentecostal. Os dons espirituais faziam parte dos serviços, e não se estranhava quando alguém se manifestava noutras línguas; eram estas interpretadas, exortando, consolando, edificando os fiéis, e descobrindo os corações aos incrédulos. Em pelo menos três ocasiões, o apóstolo Paulo refere-se aos elementos que acompanhavam o culto da Igreja Primitiva.

a) Edificação. Paulo ensina aos crentes de Corinto que os atos litúrgicos devem ser usados para a edificação: “Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” (1 Co 14.26).

b) Adoração. Aos colossenses, Paulo fala sobre os cânticos na adoração cristã: “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração” (Cl 3.16 – ARA).

b) Enlevo espiritual. Finalmente aos efésios, mostra o apóstolo que a liturgia é um eficiente meio da graça para enlevar a espiritualidade (Ef 5.18-21).

d) Elementos do culto cristão. Embora não siga necessariamente esta ordem, aqui estão os elementos do culto cristão: doutrina, revelação, línguas estranhas e interpretação, salmos, hinos, cânticos espirituais e ações de graças. Os elementos que compõem o culto cristão estão expressos em várias passagens do Novo Testamento, entre os quais se destacam: doutrina, revelação, línguas estranhas e interpretação, salmos, hinos, cânticos espirituais e ações de graças.

3. ATITUDES NO CULTO CRISTÃO

Com que me apresentarei diante do Senhor? Eis a pergunta que o escritor sacro endereça ao Todo-Poderoso. Vejamos algumas coisas a serem observadas quando entrarmos na Casa de Deus para cultuá-Lo:

a) Reverência e profundo temor. “Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal” (Ec 5.1).

b) Alegria e regozijo. “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor!” (Sl 122.1).

c) Predisposição e discernimento espiritual. “Acordado, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. E temeu e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a Casa de Deus; e esta é a porta dos céus” (Gn 28.16,17).

d) Espírito de oração e súplicas. Aflita, a mãe do profeta Samuel entrou na casa do Senhor e, ali, derramou a sua alma: “Ela [Ana], pois, com amargura de alma, orou ao Senhor e chorou abundantemente” (1 Sm 1.10).

e) Espírito de louvor e cânticos. (Sl 100.4)”Entrai por suas portas com ações de graças e nos seus átrios, com hinos de louvor; rendei-lhe graças e bendizei lhe o nome”.

CONCLUSÃO

O culto de adoração a Deus é a mais sacra reunião da igreja, em gratidão ao Senhor por todas as bênçãos salvíficas (Sl 116.12,13). A pessoa principal do culto não é o pregador, o cantor, os conjuntos, os obreiros, mas o Senhor Jesus Cristo. A Ele toda glória! (Ap 15.3,4). Portanto, devemos prestar nosso culto a Deus com ordem e decência (1 Co 14.40). Evitando o formalismo do ritual, da liturgia seca e mecânica que impede a ação do Espírito, mas também, fugir da irracionalidade e do descomedimento, que escandaliza e impede a edificação coletiva (1 Co 14.26-40).

Fabrício Carneiro
Pastor dirigente da Congregação Maracananzinho

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