FIDELIDADE, O SEGREDO DA MULTIPLICAÇÃO

FIDELIDADE, O SEGREDO DA MULTIPLICAÇÃO

março 22nd, 2019
Simone Machado
dizimo

“Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens. E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe. E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles, e granjeou outros cinco talentos. Da mesma sorte, o que recebera dois, granjeou também outros dois.
Mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.
E muito tempo depois veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles”.
Mateus 25.14-19

INTRODUÇÃO
Fidelidade do latim “fidelitate”, significa qualidade ou atitude de que é fiel, de quem tem compromisso com aquilo que assume. A fidelidade é mais do que uma virtude humana, é fruto do Espirito Santo, ser fiel é motivo de recompensa da parte de Deus.
Jesus ilustra a história de um homem, provavelmente rico, que se ausentando de seu país, chama alguns de seus servos e lhes dá talentos para que administrem enquanto estiver fora. Cada um desses homens recebeu uma quantidade. Aquele senhor, depois de muito tempo, volta e resolve acertar contas com os três homens que estavam incumbidos de administrar suas riquezas. Dois deles administraram muito bem e foram fiéis, porém, aquele que recebeu menos foi duramente criticado e punido, pois não fez aquele talento que recebeu render durante todo aquele tempo e foi infiel.

1. TODOS RECEBEM TALENTOS
Deus nos dá talentos conforme a nossa capacidade. Na parábola, os três homens ganham quantidades diferentes de talentos (e responsabilidades) segundo as suas capacidades. “A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu.” (Mt 25.15). O interessante é que ninguém recebeu pouco. Apesar de talentos diferentes, todos receberam talentos. Mesmo o que recebeu apenas um talento, recebeu algo precioso e de muito valor e podia fazer esse talento frutificar e multiplicar.
a) Multiplicando os talentos. Quando o primeiro servo recebeu os cinco talentos e o segundo, os dois, ambos saíram “imediatamente” e negociaram com eles. Como é forte esse termo “imediatamente”! Não houve demora. Eles não sabiam quanto tempo o seu senhor ficaria ausente, por isso tão logo eles partiram e começaram a negociar. “Tudo o que te vier à mão para fazer, fazei-o conforme as tuas forças”. Eles negociaram, fizeram permutas, até que dobraram o que tinham. O que possuía os cinco talentos conseguiu outros cinco. O servo com dois talentos foi igualmente bem sucedido, pois o seu lucro também foi de 100%. Se o homem com apenas um talento o tivesse negociado, o seu lucro teria sido o mesmo.
b) A infidelidade no talento recebido. A tragédia nessa narrativa é que o homem com apenas um talento não o negociou nem o multiplicou. Em vez disso, cavou um buraco na terra, embrulhou-o num lenço e escondeu o talento de seu senhor. Note que não era o seu dinheiro, mas o de seu senhor. Talvez ele temesse perder o talento e então enterrou-o como medida de segurança. Algumas pessoas têm medo de perder os seus dons espirituais e se recusam a utilizá-los. Nunca perdemos o que usamos. Enquanto esses dois conservos agiam, negociavam os seus talentos, o terceiro permanecia inativo e infiel. A infidelidade em todas as áreas é prejudicial e nos Dízimos e nas Ofertas tem impedido muitos crentes de viverem a vida abundante, conforme diz Ageu 1.6 “Semeais muito, e recolheis pouco; comeis, porém não vos fartais; bebeis, porém não vos saciais; vesti-vos, porém ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o num saco furado”.
c) Deus deseja que multipliquemos os talentos que ele nos dá. No acerto de contas vemos que aquele senhor se alegra com os servos que multiplicaram o talento que receberam, sem distinção. A fidelidade dos dois primeiros homens fez com que pudessem duplicar o número de talentos. O que o senhor viu foi a fidelidade no uso daqueles talentos: “Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei. Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.” (Mt 25.20-21)

2. O INFIEL NÃO PROSPERA
O erro maior foi aquele trabalhador ter recebido os bens do seu senhor e negligenciado. Quantos pessoas não gostariam de estar no lugar daquele homem, mas o privilégio foi dado a ele, e por isso, seu senhor não conseguiu entender o seu desdém para com o talento recebido, pouco na verdade, mas era sua capacidade para aquilo (Mt 25.15,19)
a) O infiel não valoriza o que recebe. Subestimou o talento recebido. Os recursos eram poucos e por isso julgou ele, desnecessário seu uso. Quem menos tem, passa por um processo de autocomiseração. Acham-se diminuídos e fragilizados ante a força do sistema, e por isso, se julgam sem nenhum valor perante os mais graduados em dons, talentos e finanças.
Talentos e dons são para serem usados independente de quantidade, pelo contrário, ainda que pouco, devemos ser fiéis e empregar maior qualidade possível em seu uso para obtermos resultados. Temos a tendência sempre de subestimarmos nossos poucos recursos por entender que quem tem mais, possui obrigações maiores.
b) O infiel não acha lugar para usar os talentos. Na justificativa que ele deu ao seu senhor, no acerto de contas, isso fica bem claro: “…Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste” (Mt 25.24). Veja que ele enterrou o talento quem sabe na, estranha esperança que ele germinasse, brotasse e enfim frutificasse, e quando viesse o senhor das terras ele teria algo em contrapartida.
Na resposta dada pelo dono da terra ficou claro que ele não aceitou o enterro do talento: “…devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros, e quando viesse, receberia o que é meu com os juros” (Mt 25.27).Tenha estratégias e visão para multiplicar aquilo que está em suas mãos.
c) O infiel até o pouco que se tem, será tirado. O servo inútil era também mentiroso. Quando ele afirmou que devolveria tudo o que pertencia ao seu senhor ele estava mentindo, pois o que de fato pertencia ao seu senhor não era apenas o talento, mas os juros também. Quando depositamos uma quantia no banco esperamos reavê-la corrigida por juros, esse é o nosso direito, caso contrário estaríamos sendo roubados. Aquele servo mau também roubou o seu senhor. Daí vem a ordem para tirar-lhe até o pouco que tinha, pois naquele momento ele passou a ser devedor de seu senhor.

3. RECOMPENSAS TEMPORAIS ADVINDAS DA FIDELIDADE
Recompensas temporais são recompensas relacionadas a esta vida, ou seja, ao momento presente. A fidelidade a Deus resulta em benção nesta vida. Precisamos estar cientes que o homem fiel será abençoado nesta vida e, por fim, alcançará vida eterna.
a) A prosperidade e multiplicação. Existe uma prosperidade e multiplicação que não vem do Senhor (Mt 16.26), a prosperidade que visa somente as conquistas materiais e os prazeres deste mundo. Em 3 João 2, temos o relato do que é ser prospero no Senhor, porque envolve todos os aspectos da vida: Família, finanças, relações sociais e profissionais, saúde e principalmente vida espiritual. José era prospero e multiplicava tudo que estava em suas mãos para administrar, mas jamais esqueceu do seu Deus (Gn 39.2,3).
b) Fidelidade no pouco é muito. Embora o texto de Mateus 25.21 tenha um cunho escatológico, ou seja, refere-se a recompensas futuras, ele pode ser aplicado a vida cristã no momento presente, pois uma vida de fidelidade a Deus pode nos conduzir a novas conquistas. Mateus fala de ser fiel no pouco, ou seja, quando valorizamos as pequenas coisas que Deus nos dá, aos poucos Ele amplia essas esferas de ações, no campo profissional, financeiro, ministerial, familiar e outros.
Vemos o exemplo de Davi, ele cuidava fielmente de umas poucas ovelhas de seu pai, a ponto de defende-las de ursos e leões (1Sm 17-34). Mesmo que ninguém o estivesse vendo, ele agia com fidelidade e ele saiu detrás das ovelhas para ser o maior rei de Israel (2 Sm 7.8).
c) Será socorrido no tempo de aflição. O rei Ezequias foi acometido de uma enfermidade mortal, o profeta Isaías lhe trouxe uma mensagem (2 Reis 20.1). O rei teve forças para recorrer a Deus em oração e lembrou o Senhor da sua fidelidade, sinceridade e feito o que Deus aprova. Como afirma Paulo em Filipenses 1.19,20, mesmo em face de um julgamento arbitrário, ele tinha certeza de que em nada seria envergonhado e o Senhor lhe daria vitória. A fidelidade no servir a Deus nos dará confiança na sua proteção, provisão e direção para sair das crises que nos levam a aflição.

CONCLUSÃO
A fidelidade é uma das virtudes cardeais do cristianismo e precisa acompanhar o cristão em sua jornada neste mundo, pois ela resultará em uma vida de prosperidade, vitoriosa e de multiplicação financeira e todos os fiéis são alvos das mais ricas bênçãos de Deus. Fidelidade é o que ele espera de nós.
Que tipo de servo nós somos? Bom e fiel ou mau e negligente? Aquele servo inútil perdeu muito mais do que o talento, perdeu a presença do Senhor, sendo lançado fora da casa (nas trevas exteriores). O Senhor tem expectativas a nosso respeito. Fidelidade é o que ele espera de nós.

Pastor Wender Antonelli

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