A ALEGRIA DA COMUNHÃO CRISTÃ

A ALEGRIA DA COMUNHÃO CRISTÃ

Abril 20th, 2018
Simone Machado
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“E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.
E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração”.
Atos 2.44-46
INTRODUÇÃO
Assim como a igreja do Senhor não subsiste sem doutrina bíblica, também não pode “caminhar” sem comunhão. A Bíblia enaltece a importância da unidade dos membros do corpo para a saúde do mesmo. 1 Co 12.14-17.
Portanto, a comunhão cristã é um exercício de partilha. Por meio dela transmitimos uns aos outros a graça de Deus manifestada em Jesus Cristo.

1. O SIGNIFICADO DA COMUNHÃO CRISTÃ
A palavra comunhão, na língua portuguesa, significa a participação comum em crenças e ideias. No Novo Testamento, a palavra usada pelos escritores sacros para comunhão é koinonia, e significa compartilhar aquilo que temos em comum e, neste contexto, a palavra é usada no sentido de compartilhar com o propósito de edificar ou melhorar uns aos outros.

1.1 A iniciativa da comunhão. 1 Ts 3.12
A iniciativa da comunhão não é humana, mas divina. Deus é o principal exemplo de comunhão. Paulo escreve aos tessalonicenses e reforça, ainda mais, essa afirmação. Ali está escrito: “O Senhor vos aumente, e vos faça crescer em amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco, a fim de que seja o vosso coração confirmado em santidade”. Agora, veja como o apóstolo Paulo prossegue: “como também nós para convosco” Deus toma a iniciativa e nós o imitamos. Deus ama as pessoas para que elas amem ao próximo.

1.2 A pureza da comunhão. Tt 2.14.
Cristo é puro e sua Igreja deve ser pura; logo, a comunhão é pura. Isso significa dizer que em nossas relações fraternais, devemos prezar pelo bem do outro. Cristo conhece os corações e sabe quais são as verdadeiras motivações dos nossos relacionamentos. A comunhão não é baseada no engano, nas lisonjas, nas intenções impuras ou na maledicência, mas, sim, na pureza. Aqueles que gostam de observar os pecados dos outros, normalmente, escondem os seus próprios. Tenhamos pensamentos puros e olhemos para as pessoas com amor. 1 Co 9.16.

1.3. O propósito da comunhão. 1 Ts 3.13
A propósito da comunhão cristã é possibilitar que vivamos em santidade. Paulo recomenda aos tessalonicenses a crescer em amor uns para com os outros, a fim de que o coração seja confirmado em santidade e isento de culpa, na presença de Deus.
Se comunhão cristã nos leva à santificação, então nos vem uma pergunta:
É possível haver santificação sem comunhão? Encontramos a resposta em Hebreus 12.14: “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Antes do termo “santificação” vem a expressão “segui a paz com todos”.

2. PASSOS PARA ANDAR EM COMUNHÃO CRISTÃ

2.1 Praticar o amor. Rm. 12.10; Gl. 5.14; Rm. 13.8.
O amor é um atributo divino, oferecido e compartilhado ao homem, para esse relacionar-se qualitativamente com outras pessoas, tendo oportunidade de demonstrar afetuosidade e apreço. Só anda em comunhão aquele que consegue querer bem ao próximo, tratando-o com carinho. A Palavra de Deus diz que o amor não faz mal ao próximo e quem ama a seu irmão permanece na luz. Rm 13.10; 1 Jo 2.10.

2.2 Suportar uns aos outros. Rm. 15.1; Ef. 4.1-2.
Sendo uma das ações essenciais para a saudável comunhão cristã, suportar é a capacidade de oferecimento voluntário e espontâneo que o crente possui para sustentar os mais fracos na fé. Portanto, dá-nos a ideia de um tipo de esteio que suporta uma pesada e frágil parede, impedindo-a de cair e se espatifar ao chão. Paulo recomenda suportar uns aos outros e perdoar as queixas, como o Senhor perdoou. Cl. 3.13

2.3 Ser humilde. Lc. 14.11; Fl. 4.12; 1 Pe. 5.5.
A humildade é uma qualidade importante no caráter de qualquer pessoa que deseja viver plenamente a comunhão cristã. É a virtude que manifesta o sentimento de nossa fraqueza. É a forma simples, modesta e equilibrada como alguém age e define a si mesmo. Paulo adverte os romanos para que ninguém tivesse de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, ao contrário, ter um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus concedeu. Rm. 12.3
Praticar a humildade na comunhão cristã é não fazer nada por vanglória e considerar os outros superiores a si memo. Fl 2.3.

3. VIVENDO A ALEGRIA DA COMUNHÃO CRISTÃ
Só pode ser alegre a alma e o coração de que vive e pratica a comunhão cristã. É impossível a um cristão alcançar testemunho favorável de Deus ou ser um adorador fiel, se, ao mesmo tempo esteja infligindo aborrecimentos e dissabores ao seu irmão.

3.1 A alegria de congregar com os irmãos. At 2.44-46
Os crentes da igreja primitiva viviam com alegria, singeleza de coração e congregavam todos os dias. Infelizmente, há muitos cristãos pensando que não necessitam da igreja para ter comunhão. Acham que não precisam ir à igreja, pois podem adorar a Deus em casa.
Ledo engano. Ler a Bíblia não é suficiente para ter comunhão; orar sozinho não é suficiente para ter comunhão; louvar a Deus sozinho também não é sinônimo de comunhão. Não é possível compartilhar amor no isolamento. A comunhão não é apenas vertical (entre nós e Deus), mas também, horizontal (entre nós e nossos irmãos). Ela não é individual, mas coletiva; não gira em torno de uma pessoa, mas de pessoas.

3.2 A alegria de evitar a maledicência. Cl 3:8-9.
A Bíblia repudia a maledicência. Quem deseja ter comunhão verdadeira e crescer na santificação pessoal, deve ouvir mais e falar menos. Devemos agir com sabedoria para não incorrermos no erro de quebrarmos os laços da comunhão construídos por Cristo. Difamar os outros causa terríveis prejuízos aos relacionamentos. Ao invés de difamar, devemos elogiar e motivar as pessoas, olhando para as suas qualidades. Sejamos puros no falar. Cl 4.6.

3.3 A alegria de liberar o perdão.
Não somos perfeitos. Todos nós podemos errar; todos nós estamos sujeitos, em algum momento da vida, a ferir e ser feridos. A comunhão será plena, se houver perdão. Não é possível haver comunhão, se não houver corações dispostos a perdoar. É possível que haja rachaduras nos relacionamentos para com a família, amigos, irmãos; porém, por meio do perdão, essa situação poderá mudar para melhor. Perdoe e seja vitorioso sobre Satanás. Paulo diz que, quando perdoamos, Satanás não leva vantagem sobre nós. 2 Co 2.10.
CONCLUSÃO
É possível que não sejamos perfeitos em nossos relacionamentos; porém, devemos sempre estar em busca da comunhão pura e verdadeira. Hoje somos chamados por Deus a mudar de atitude. Somos chamados à santificação na comunhão congregando com singeleza, evitando a maledicência e liberando o perdão. Não podemos esquecer que no céu não haverá compartimentos separados para aqueles que não se dão uns com os outros. Lá só estarão aqueles que viveram em comunhão plena e pureza de coração.

Pb. Vanio Alves Limiro  

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